Reformas Bourbônicas
2 participantes
Página 1 de 1
Reformas Bourbônicas
Olá amigos, eu elaborei um resuminho das Reformas Bourbônicas efetuadas no século XVIII. Vejam, se ficou legal:
Motivo: evitar o comércio contrabandeado e melhorar as estruturas administrativas coloniais.
Mudanças:
* Suspensão da política de porto único e do sistema de frotas, que outrora foram estabelecidos pela Casa de Contratação, importante órgão tributário espanhol;
* Criação do correio marítimo;
* Aumento de impostos;
* Redução do poder dos cabildos ou ayuntamientos;
Consequência: exacerbação do espírito emancipacionista das colônias hispânicas, uma vez que os criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América, detinham poderes limitados pela Coroa. Por isso, a Independência das colônias espanholas teve caráter elitista.
Correto?
Motivo: evitar o comércio contrabandeado e melhorar as estruturas administrativas coloniais.
Mudanças:
* Suspensão da política de porto único e do sistema de frotas, que outrora foram estabelecidos pela Casa de Contratação, importante órgão tributário espanhol;
* Criação do correio marítimo;
* Aumento de impostos;
* Redução do poder dos cabildos ou ayuntamientos;
Consequência: exacerbação do espírito emancipacionista das colônias hispânicas, uma vez que os criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América, detinham poderes limitados pela Coroa. Por isso, a Independência das colônias espanholas teve caráter elitista.
Correto?
Kelvin Brayan- Membro Ativo
- Mensagens : 106
Data de inscrição : 28/06/2011
Idade : 32
Localização : Varginha - MG
Re: Reformas Bourbônicas
É isso. A ascenção dos Bourbons na Espanha, após a guerra de sucessão, apoiados por França e Inglaterra está na raiz dessas reformas:
Reformas bourbônicas - Espanha, século XVIII
A ascensão dos Bourbons ao trono espanhol, após a morte de Carlos II de Habsburgo, trouxe modificações profundas nas relações coloniais. Lembremos, de inicio, que a guerra de sucessão espanhola (1700-1713) não se reduziu ao
plano interno, sendo, antes de tudo, uma guerra entre França e Inglaterra pela hegemonia na Europa. A entrada dos Bourbons, e a aproximação com a França, levou a Espanha a uma série de concessões à Inglaterra. Pelo Tratado de Utrecht (1713), a Espanha cedeu aos ingleses o direito de enviar uma determinada quantidade de mercadorias, anualmente, aos portos coloniais, além do cobiçado direito de asiento (monopólio da venda de licenças para o tráfico de escravos africanos nas colônias).
Apesar de tudo, e sob os influxos do pensamento ilustrado do século XVIII, os Bourbons trataram de assumir uma política de recuperação nacional, visando, em primei¬ro lugar, à modernização econômica do país e, em segundo lugar. à restauração dos vínculos monopolistas com a América. Contando com uma relativa superação da conjuntura depressiva (aumento da população, da produção agrícola, etc), os Bourbons procuraram abolir as aduanas internas e
estimular a manufatura nacional, a fim de livrar o país da dependência externa. Quanto às colônias, fizeram amplas reformas administrativas e comerciais, culminando com a política “recolonizadora” de Carlos III (1759- 1788).
Entre outras medidas, foram criadas companhias de comércio para monopolizarem certos produtos coloniais —Barcelona, Zaragoza e Guipuzcoa —, e suprimiu-se o sistema de “exclusivo” montado pelo Habsburgo: o regime de porto único extinguiu-se em 1778, sendo autorizados 13 portos espanhóis para o comércio colonial, e o regime de frotas e galeões terminou abolido em 1798.
Ao contrário do que supõem alguns autores, o período bourbônico não significou a instauração do “livre comércio” com a América, mas tão-somente uma ampliação do “exclusivo”, e sua remodelação institucional, visando justamente ao reforço dos vínculos coloniais. Medidas “modernizantes” no plano interno e uma política “recolonizadora” nosnegócios americanos, eis o sentido profundo das reformas bourbônicas do século XVIII.
Deste modo, muitos dos circuitos intercoloniais pro¬movidos no século XVII e inícios de XVIII passaram ao controle da metrópole, particularmente os que envolviam metais preciosos e produtos tropicais. A política de diversificação
econômica” adotada pelos Bourbons — à qual muitos atribuem a difusão do cacau na Venezuela, do açúcar em Cuba, e do tabaco em Nova Granada —, não passou, em muitos casos, de uma reorientação das exportações coloniais em favor da metrópole.
Na conjuntura do século XVIII, sobretudo após 1750, a América caiu novamente sob o controle político e comercial da Espanha, do qual só sairia com a crise da independência.
VAINFAS, Ronaldo. Economia e Sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro : Graal, 1984.
Reformas bourbônicas - Espanha, século XVIII
A ascensão dos Bourbons ao trono espanhol, após a morte de Carlos II de Habsburgo, trouxe modificações profundas nas relações coloniais. Lembremos, de inicio, que a guerra de sucessão espanhola (1700-1713) não se reduziu ao
plano interno, sendo, antes de tudo, uma guerra entre França e Inglaterra pela hegemonia na Europa. A entrada dos Bourbons, e a aproximação com a França, levou a Espanha a uma série de concessões à Inglaterra. Pelo Tratado de Utrecht (1713), a Espanha cedeu aos ingleses o direito de enviar uma determinada quantidade de mercadorias, anualmente, aos portos coloniais, além do cobiçado direito de asiento (monopólio da venda de licenças para o tráfico de escravos africanos nas colônias).
Apesar de tudo, e sob os influxos do pensamento ilustrado do século XVIII, os Bourbons trataram de assumir uma política de recuperação nacional, visando, em primei¬ro lugar, à modernização econômica do país e, em segundo lugar. à restauração dos vínculos monopolistas com a América. Contando com uma relativa superação da conjuntura depressiva (aumento da população, da produção agrícola, etc), os Bourbons procuraram abolir as aduanas internas e
estimular a manufatura nacional, a fim de livrar o país da dependência externa. Quanto às colônias, fizeram amplas reformas administrativas e comerciais, culminando com a política “recolonizadora” de Carlos III (1759- 1788).
Entre outras medidas, foram criadas companhias de comércio para monopolizarem certos produtos coloniais —Barcelona, Zaragoza e Guipuzcoa —, e suprimiu-se o sistema de “exclusivo” montado pelo Habsburgo: o regime de porto único extinguiu-se em 1778, sendo autorizados 13 portos espanhóis para o comércio colonial, e o regime de frotas e galeões terminou abolido em 1798.
Ao contrário do que supõem alguns autores, o período bourbônico não significou a instauração do “livre comércio” com a América, mas tão-somente uma ampliação do “exclusivo”, e sua remodelação institucional, visando justamente ao reforço dos vínculos coloniais. Medidas “modernizantes” no plano interno e uma política “recolonizadora” nosnegócios americanos, eis o sentido profundo das reformas bourbônicas do século XVIII.
Deste modo, muitos dos circuitos intercoloniais pro¬movidos no século XVII e inícios de XVIII passaram ao controle da metrópole, particularmente os que envolviam metais preciosos e produtos tropicais. A política de diversificação
econômica” adotada pelos Bourbons — à qual muitos atribuem a difusão do cacau na Venezuela, do açúcar em Cuba, e do tabaco em Nova Granada —, não passou, em muitos casos, de uma reorientação das exportações coloniais em favor da metrópole.
Na conjuntura do século XVIII, sobretudo após 1750, a América caiu novamente sob o controle político e comercial da Espanha, do qual só sairia com a crise da independência.
VAINFAS, Ronaldo. Economia e Sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro : Graal, 1984.
EuclidesPiR2- Administrador
- Mensagens : 169
Data de inscrição : 25/03/2010
Localização : São Paulo
Re: Reformas Bourbônicas
Obrigado!
Kelvin Brayan- Membro Ativo
- Mensagens : 106
Data de inscrição : 28/06/2011
Idade : 32
Localização : Varginha - MG
Página 1 de 1
Permissões neste sub-fórum
Não podes responder a tópicos